Quelóide

Quelóides são cicatrizes anômalas e exageradas que ultrapassam os limites onde foi feito o corte ou a lesão na pele.

Ainda não foi descoberto exatamente o motivo que leva uma pessoa a desenvolver os quelóides, que são considerados tumorações benignas, não sendo contagiosas. Essa anomalia cutânea tem maior incidência em adolescentes, jovens adultos, mulheres em especial durante a gravidez, pessoas com afrodescendência, asiáticos e hispânicos.

 

Características do Quelóide

Os quelóides não são contagiosos e não prejudicam a saúde. Podem apresentar dor ou coceira, mas o principal sintoma é o incômodo estético. O primeiro sinal aparente que indica o desenvolvimento do quelóide é um inchaço da região da cicatriz, que fica mais densa e enrijecida, de cor normalmente rosa ou avermelhada.

Podem ser secundários a diversos tipos de traumas ou feridas, sendo os mais comuns:

– Acne
– Cortes cirúrgicos
– Queimaduras
– Pequenos arranhões
– Feridas traumáticas
– Locais de vacinação
– Brincos e piercings
– Tatuagens

 

Diagnóstico do Queloide

O diagnóstico é clínico, tomando base na aparência da pele e da cicatriz.

 

Prevenção

O surgimento de quelóides é imprevisível, mas se a pessoa fizer parte do grupo de risco pode seguir alguns conselhos para evitá-los:

– Evite a colocação de brincos, piercings e tatuagens.
– Atenção ao cuidar das lesões: mantenha a região tratada sempre limpa e protegida. As feridas são portas abertas para a entrada de impurezas e bactérias, que facilitam a inflamação e infecção do local. Podem ser indicadas pomadas cicatrizantes que protegem a pele e aceleram o tempo de cicatrização, reconstituindo mais rapidamente a região.

– Caso note qualquer um dos sinais ou sintomas que indique o aparecimento de um queloide, procure dermatologista o quanto antes para minimizar os sintomas.

 

Tratamentos para Queloide

Há vários métodos indicados para prevenção e tratamento do quelóide já estabelecido.

Para prevenir a formação de quelóides em pacientes predispostos, pode-se fazer betaterapia e uso de placas de silicone ou malhas de compressão sobre os cortes ou as cicatrizes, assim impedindo que elas cresçam mais do que o limite da pele.

Podem ser prescritos desde medicamentos de uso tópico a cirurgias. A associação de vários tratamentos tem surtido efeitos satisfatórios e animadores. Alguns desses procedimentos são a cirurgia, a criocirurgia, as injeções de corticoide e o tratamento a laser.

• Remoção cirúrgica do Queloide: A cirurgia para remoção do queloide apresenta grande índice de retorno ou reincidência, com uma taxa entre 45 a 100%. A combinação da cirurgia com injeções de corticóide reduz a taxa de reincidência em 50%, já associado a betaterapia reduz em 10%.

• Betaterapia para Queloide: A betaterapia é realizada por meio de uma placa que usa o estrôncio radioativo. O tratamento é indolor e é recomendado tanto em cirurgias para evitar o quelóide, como também é utilizado no tratamento de quelóides já formados. Podem ser necessárias várias sessões.

• Injeções de corticosteróides (corticóides) para Queloide: A aplicação de corticosteróides na região afetada, principalmente na fase inflamatória, na qual o quelóide ainda está se desenvolvendo, colabora para a diminuição da inflamação, o alívio dos sintomas e a redução da produção excessiva de fibras de colágeno. O intervalo entre as sessões costuma ser de quatro a seis semanas.

• Congelamento (crioterapia) para Queloide: Esse tratamento tem como objetivo diminuir o relevo e melhorar a aparência do quelóide. Consiste basicamente em congelar as áreas afetadas utilizando nitrogênio líquido, como agente criogênico. O tratamento pode variar entre 20 a 30 dias e o número de sessões depende de cada caso, conforme a gravidade e a resposta individual.

• Tratamentos a laser e luz intensa pulsada e outras tecnologias para Queloide: Existem vários tipos de lasers que atuam de maneiras distintas, cada um com um alvo diferente. O laser fracionado de CO2, Erbium ou 2940 nm (outro método também utilizado em alguns casos), promove um melhor nivelamento da pele e um remodelamento mais organizado das fibras de colágeno.

A luz intensa pulsada também pode ser utilizada no tratamento de cicatrizes hipertróficas e dos quelóides, principalmente para impedir o seu crescimento, quando ainda são recentes.

O microagulhamento pode reduzir a resposta inflamatória e, por consequência, o tamanho do queloide.